27 de Março de 2020
Autoria: Dione Maria do Nascimento
Vamos juntos festejar
Você na sua casa, eu na minha
Com medo de contaminar
Por causa do corola vírus
Que veio pra assustar.
II
185 anos, de cultura e tradição
Porto Filho, Zé Maria
Quinca Dú e Zé Antão
Pereira e João Ripique
Deixaram tanta saudade
Que dilacera o coração.
III
Touros de Severino Ferreira
Domingos Tomaz, Tio Bino
Ivanildo Cortez fez o hino
Cantado com euforia
A Casa Paroquial foi presente
De Genésia e Seu Avelino.
IV
Foguetão e desenheiro
Dedé Pintor, Rafael e Delfreres
Antônio Cunduru, fogueteiro
Fazia o céu de Touros
Se transformar num celeiro
De alegria e luzeiro.
V
Rua da Tamarineira
Raimundo da Lanchonete
Na Rua do Capim dos Poetas
Joana Pacheco começa
A dança das Bandeirinhas
Que se transformou em festa.
VI
Cícero Pinico e os guaranis
O Ponto de Seu Pitico
Antônio André na padaria
A bodega de Afrodízio
Geracina com as Bandeirinhas
E Dona Finha, foi lindo...
VII
João Ripique e Cerú
Nael, na sua sanfona
Naldo no violão
Nas Bandeirinhas tocando
O povo todo cantando
E as ruas se alegrando.
VIII
Nilson Patriota lembrou
Sempre com galhardia
Touros, tem grandes nomes
Na música, na poesia
No cantar e no falar
E até na cantoria.
IX
Clube do Samburá
Em lendárias noites belas
João Câmara e Ivonete
Assustados e serestas
A música dos Blue Caps tocando
Pra sociedade modesta.
X
Geraldo Teixeira e Terezinha
Sinhorinha e Zé Caneixa
Laura Pereira e Zé Bendito
Geraldo Lopes no jipe
Zé Lopes chegando do Rio
Trazendo a TV moderna.
XI
Tudo era novidade
Na vila de pescadores
Veranista e visitante
Estudantes e doutores
Miguel Neri no cavalo
Chegou a Câmara de Touros.
XII
Gernira e Virgílio Cutelo
Petinha e Geraldo Gonzaga
João Adauto e Zé Penha
Sebastião Boa vendendo
Brisa no sino batendo
E o Bom Jesus aplaudindo.
XIII
Paulo Ripique, na guitarra
Como ele não tem igual
No coreto da matriz
Faz da fantasia o real
Tocando pro Bom Jesus
A música ao natural.
XIV
Luiz Varela e Zé Antas
Joaquim de Ana e Lucilo
Joaquim Gomes, Maria Paiva
Zé Padeiro e Zé Merdinha
Carlinhos lá do Cartório
Com tudo se faz história
Na Touros dos nossos vivas.
XV
Antônio Tenório e Flavinho
Com Maria Antônia escrevendo
Seu Lucas a luz apagando
Zé Américo se despedindo
Zé Joaquim trazendo o SAAE
E o estudo fluindo.
XVI
O juiz que amou os pobres
Foi a luz da educação
Dr. Orlando alumiou
Os jovens do meu torrão
Que passaram a ser doutores
Com seu diploma na mão.
XVII
Touros não é mais o mesmo
O “Tourinho” já despenca
O Santuário não se respeita
É bar por trás e na frente
O povo está é correndo
Para a igreja dos crente.
XVIII
Doi a minha pobre alma
Ao ver o rio dos sonhos
Num abandono total
Chorando o desencanto
De quem vive esquecido
Pelos que dizem que ama.
XIX
É um barulho medonho
De carros e motos passando
Tirando o sossego do povo
Na hora sublime do sono
Pra piorar tem o som
Das grandes noitadas mundanas.
XX
Só se ouve reclamação
Que Touros está esquecido
Pelo seu próprio povo
Que parece estar perdido
Que por confiar em político
Já está desiludido.
XI
Ó Bom Jesus eu vos peço
Não nos deixe esquecidos
Pois de tanta ingratidão
Estamos desiludidos
Tenha compaixão de nós
E desta Touros querida.
XII
Mesmo assim, Touros, te amo
Resta-me viver sonhando
Que um dia tudo mude
Para te ver brilhando
Os teus filhos te aplaudindo
E o teu hino cantando.
XIII
Este passado, presente
Na minha e na sua memória
Não pode ser esquecido
Pra não morrer sua glória
De um povo hospitaleiro
Que em Touros, fez a história.
Comemoração dos 185 anos de
emancipação política do Município de Touros.
FONTE – BLOG
DE DIONE

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