FATOS POLICIAIS

domingo, 20 de outubro de 2024

DIONE MARIA DO NASCIMENTO

 


A poetisa, escritora, compositora, cordelista e blogueira DIONE MARIA DO NASCIMENTO , natural da cidade de Touros, Estado do Rio Grande do Norte, nascida no dia  23 de Julho de 1956, as 12 horas, na casa de número 100 da rua Severino Rodrigues Santiago. Com oito meses de nascida, passou a ser criada por seus avós maternos, na rua Coronel Antônio Antunes, 181. Solteira, filha de LUCILO AFONSO DO NASCIMENTO (Touros: *31/10/1921 +05/02/1981) e MARIA DÉBORA DO NASCIMENTO (Touros: *16/12/1922 +10/05/2017), tendo como irmãs biológicas Maria Deusa, Maria Dilma, Doralúcia, Débora Maria, Ernestina Maria, Maria Dione, João, Luiz Carlos, Pedro e José Arimateia.  As sobrinhas Maria das Graças e Josileide Maria, foram adotadas. Avós paternos Manoel Torquato do Nascimento e Honorina Leopoldina do Nascimento. Avós maternos: José Luiz Tenório (Geral/Touros: *+12/06/1977) e Ernestina Mendes Tenório(Nene) (Carnauba dos Dantas: *10/06/1895 - Touros: +03/11/1964). Tias maternas: Maria Eudócia Tenório Viana(casada com o desenhista Delfreres Ribeiro Viana), Maria Carmelita Tenório, Maria Fausta Tenório, Maria Sinhá Tenório. Tios maternos: Luiz Tenório Neto, João Tenório e  Sebastião Tenório. Tias paternas: Maria Emília do Nascimento(Maroquinha), Maria Lúcia do Nascimento. Tios paternos: Antônio Veríssimo do Nascimento(casado com Laura Pereira do Nascimento), José do Nascimento e Francisco. Bisavós maternos: João Mendes da Silva e Quitéria Maria da Conceição(Sinhá)(pais de minha avó Ernestina); Luiz Tenório de Souza e Joaquina Maria da Conceição(pais do meu avô José Luiz). Em construção...

TOUROS NUM PASSADO BEM PRESENTE

 



27 de Março de 2020

Autoria: Dione Maria do Nascimento

 Touros está em festa

Vamos juntos festejar

Você na sua casa, eu na minha

Com medo de contaminar

Por causa do corola vírus

Que veio pra assustar.

II

185 anos, de cultura e tradição

Porto Filho, Zé Maria

Quinca Dú e Zé Antão

Pereira e João Ripique

Deixaram tanta saudade

Que dilacera o coração.

III

Touros de Severino Ferreira

Domingos Tomaz, Tio Bino

Ivanildo Cortez fez o hino

Cantado com euforia

A Casa Paroquial foi presente

De Genésia e Seu Avelino.

IV

Foguetão e desenheiro

Dedé Pintor, Rafael e Delfreres

Antônio Cunduru, fogueteiro

Fazia o céu de Touros

Se transformar num celeiro

De alegria e luzeiro.

V

Rua da Tamarineira

Raimundo da Lanchonete

Na Rua do Capim dos Poetas

Joana Pacheco começa

A dança das Bandeirinhas

Que se transformou em festa.

VI

Cícero Pinico e os guaranis

O Ponto de Seu Pitico

Antônio André na padaria

A bodega de Afrodízio

Geracina com as Bandeirinhas

E Dona Finha, foi lindo...

VII

João Ripique e Cerú

Nael, na sua sanfona

Naldo no violão

Nas Bandeirinhas tocando

O povo todo cantando

E as ruas se alegrando.

VIII

Nilson Patriota lembrou

Sempre com galhardia

Touros, tem grandes nomes

Na música, na poesia

No cantar e no falar

E até na cantoria.

IX

Clube do Samburá

Em lendárias noites belas

João Câmara e Ivonete

Assustados e serestas

A música dos Blue Caps tocando

Pra sociedade modesta.

X

Geraldo Teixeira e Terezinha

Sinhorinha e Zé Caneixa

Laura Pereira e Zé Bendito

Geraldo Lopes no jipe

Zé Lopes chegando do Rio

Trazendo a TV moderna.

XI

Tudo era novidade

Na vila de pescadores

Veranista e visitante

Estudantes e doutores

Miguel Neri no cavalo

Chegou a Câmara de Touros.

XII

Gernira e Virgílio Cutelo

Petinha e Geraldo Gonzaga

João Adauto e Zé Penha

Sebastião Boa vendendo

Brisa no sino batendo

E o Bom Jesus aplaudindo.

XIII

Paulo Ripique, na guitarra

Como ele não tem igual

No coreto da matriz

Faz da fantasia o real

Tocando pro Bom Jesus

A música ao natural.

XIV

Luiz Varela e Zé Antas

Joaquim de Ana e Lucilo

Joaquim Gomes, Maria Paiva

Zé Padeiro e Zé Merdinha

Carlinhos lá do Cartório

Com tudo se faz história

Na Touros dos nossos vivas.

XV

Antônio Tenório e Flavinho

Com Maria Antônia escrevendo

Seu Lucas a luz apagando

Zé Américo se despedindo

Zé Joaquim trazendo o SAAE

E o estudo fluindo.

XVI

O juiz que amou os pobres

Foi a luz da educação

Dr. Orlando alumiou

Os jovens do meu torrão

Que passaram a ser doutores

Com seu diploma na mão.

XVII

Touros não é mais o mesmo

O “Tourinho” já despenca

O Santuário não se respeita

É bar por trás e na frente

O povo está é correndo

Para a igreja dos crente.

XVIII

Doi a minha pobre alma

Ao ver o rio dos sonhos

Num abandono total

Chorando o desencanto

De quem vive esquecido

Pelos que dizem que ama.

XIX

É um barulho medonho

De carros e motos passando

Tirando o sossego do povo

Na hora sublime do sono

Pra piorar tem o som

Das grandes noitadas mundanas.

XX

Só se ouve reclamação

Que Touros está esquecido

Pelo seu próprio povo

Que parece estar perdido

Que por confiar em político

Já está desiludido.

XI

Ó Bom Jesus eu vos peço

Não nos deixe esquecidos

Pois de tanta ingratidão

Estamos desiludidos

Tenha compaixão de nós

E desta Touros querida.

XII

Mesmo assim, Touros, te amo

Resta-me viver sonhando

Que um dia tudo mude

Para te ver brilhando

Os teus filhos te aplaudindo

E o teu hino cantando.

XIII

Este passado, presente

Na minha e na sua memória

Não pode ser esquecido

Pra não morrer sua glória

De um povo hospitaleiro

Que em Touros, fez a história.

 

Comemoração dos 185 anos de emancipação política do Município de Touros.

FONTE – BLOG DE DIONE